13 de set. de 2010

Voar sem asas...



Perdi minhas asas, ou melhor, abdiquei delas no meio do caminho entre a cruz e o caldeirão.
Abri mão de minhas asas porque acredito que posso fazer da terra meu paraíso, meu divino, posso ter divindade aqui mesmo, dentro de mim.
Eu soltei minhas asas e me desfiz de amarras.
Nunca fui santa, porque seria anjo?
Lilith ou Eva? Sem estar presa posso ser o que quiser e fazer o meu caminho entre os dois altares.
Entre o Cordeiro e o Gamo, entre a taça e o cálice... Deus e Deusa, posso sem as asa, pensar e não pensarem por mim. O livre pensamento é tão forte e precioso quanto a fé, ganhei um pedaço do paraíso quando vi o peso que era carregar asas que me colocaram, que disseram que eu tinha que usar para ganhar esse mesmo paraíso.
Se sinto falta de minhas asas? Encontrei novas formas de voar, existem outras asas...

Um comentário:

  1. Parabéns pelo texto, e, pelo blog, vou ler sempre e comentar de vez em quando, um abraço de alguém que no ruim de tudo ainda torce muito por você.
    Edmilson

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