3 de abr. de 2011

Citando Shakespeare


“Duvide da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvide até da verdade, mas confia no meu amor!”
Shakespeare – em Hamlet .
É, eu sei, parece forçar demais, mas enfim... dentro do quadro vigente eu até considero aceitável que eu esteja citando Shakespeare. 

Mas o fato é que alguns realmente deixem sua passagem por esse mundo eternizada, não sei o que diferencia o ser humano que ser escreve poemas do ser humano Shakespeare.

Através de séculos, suas peças foram traduzidas para praticamente todos os idiomas e são encenadas mais do que as de qualquer outro autor, seus poemas, e ditos são contados,  gravados adaptados e prolongados por outros tantos séculos mais.
"As peças shakespearianas são peculiares, complexas, misteriosas e com um fundo psicológico espantoso. Uma das qualidades do trabalho de Shakespeare foi justamente sua capacidade de individualizar todos os seus personagens, fazendo com que cada um se tornasse facilmente identificado.
... Shakespeare conseguiu chegar perto da unanimidade."
Wikipédia
Alguns são feitos de uma matéria que os distanciam de nós, simples mortais e se imortalizam, sendo esse seu objetivo ou não, e com isso a humanidade ganha mais um pouco de divindade.

1 de abr. de 2011

Acróstico

Girando pelo mundão
Levada, não há quem ensine
Evita "circo e pão"
Ignora reles vitrines
Canta e dança ao som da canção
Yellow Submarine

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Ganhei esse singelo acróstico de uma pessoa que conheci numa comunidade do Orkut, uma pessoa que eu nem tenho muito contato, praticamente em um desafio quando citei ao ler um que ele tinha criado para a filha, que com o meu nome seria bastante difícil fazer um.

Para minha grata surpresa, ele não só levou à sério, como se esforçou em fazer!! O primeiro ele errou meu nome, como eu esperava, no segundo ele acertou, e acertou mesmo, pois não me conhecendo bem conseguiu por uma dessas magias virtuais, captar um pouco de mim.

Ficou a minha cara!!!

30 de mar. de 2011

Sobre-vida


Acostumar-se com a dor não é opção
É sobrevivência
Pois nada fará com que ela acabe
Diminua, melhore, se vá...
Não há escolha em acostumar-se ou eliminá-la
Há a imposição:
Ou se vive com ela ou morre-se
E morrer também não é opção viável
Tenho ainda muita coisa a fazer
Então ela sempre está aqui comigo,
Fazendo parte de mim, aninhada
Tão parte de mim que você nem percebe
Disfarço bem...
É dia-a-dia, um dia de cada vez
Às vezes ela tenta se posicionar a frente
Mas não permito, não mais,
Pois se já tenho que abrigá-la
Ela tem, pelo menos, que me deixar imitar alguns sorrisos.

26 de mar. de 2011

Deleite!!!!

Ella Fitzgerald e Louis Armstrong - Summertime


Não há o que dizer, apenas ouvir... voz de veludo, voz rouca, instrumento perfeito, melodia, som, som, música... divina, diva, divinos!!!

Me calo e ouço, choro, emociono!!!

Só a música liberta.

20 de mar. de 2011

Palavras, palavras, palavras...

Queria as palavras, gosto de ouvi-las, vê-las, senti-las. Queria ter uma de suas musas e poder juntá-las até um sentimento fazer sentido.
 
Elas brincam soltas em mim, rodopiando numa linda dança, dança cigana de ir e vir, surgem  diante dos meus olhos e preenchem meu ouvidos, correm na minha mente e fico na ilusão de tentar juntar, unir, ligar, mas nunca prender pois livres que são, não aceitam correntes, já são o elo uma da outra, são livres...

Tento em frases e linhas... já pensei até construir uma casa para muitas morarem juntas e criar uma história, mas a mim isso não cabe, elas sabem me iludir. Vem e vão, bailam, se mostram e voam.

Algumas voltam, algumas se disfarçam, outras se escondem, mas nunca se apagam, estão sempre ali, soltas, desconexas, difusas, sorrindo para mim e rindo de mim, juntam-se por alguns instantes em que consigo pô-las em meu colo e me deleito vendo no que se transformam. Um bando brinca de melodia e se transforma em música, outro vira forma e traduz a imagem, outro quer ser o maior bando e de tanto e tanto que se juntam viram um contos e livros.
 
Algumas são pássaros que se empoleiram em meu ombro e cantam, trinam, melodiam, cotoviam, beijão-flores... fertilizam-me a mente e me levam nas asas, tão alto que chego a contemplar sua majestade.
 
Amo-as tanto que queria eternizá-las, mas meus sentidos não podem traduzi-las e o Universo não cabe numa folha de papel... não sei nem se tenho direito de ter o dom, mas queria que elas fizessem passagem em mim e de mim jorrassem ininterruptas de volta para o infinito.
 
Não tenho a pretensão de domá-las ou moldá-las a meu bel prazer, apenas queria que elas me ensinassem a brincar com elas de ciranda.


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